quinta-feira, 23 de julho de 2026

Estrada rosa cetim

 

Estrada rosa cetim

Atravessando entre a cidade
Montanha do sacrifício
Acabando com a puberdade

Facada fatal
Fúria e caos
Morte súbita e
Primordial

Força de Deus
Vontade que seduz
Desejos meus
Que a morte produz


Seus beijos roubados
Seu corpo selado


Venha anjo,
Dominar minha mente
Matar tanta gente
Que julga ser inocente


12/10/16

Ode à Letícia

 

Pretos cabelos cobrindo a sua face
Fazendo-a sorrir para o além.
À espera de que um dia a dor passe,
Seus poemas me fazem tão bem


22/10/16

segunda-feira, 20 de julho de 2026

Pensamentos Livres #21

 


A poesia dança na minha mente por meio da palavra
Se expressa pela a minha fala
E se perpetua através da escrita



05/07/20

A Porta Para O Outro Lado


Eles são loucos,

Crescentes,
Dançando entre a noite
Em um turbilhão de fogo e caos.

Esse mundo está chamando
De volta a chama inicial.
Esse mundo está morrendo
Esperando por você e eu.


Nos reconstruímos da fumaça púrpura

Onde o vento sopra pro norte,
Nos guia para o frio,
Onde nos resta só a morte.


A mulher-anja retornou para abdicar-se de seu trono
Sua Terra Natal já não é mais a mesma.


Onde havia percussionistas ossudos
cultuando um falso Deus,
Agora há a luz limpa da esperança
que pernoita em nossas cabeças.


E todos a avistam,
Com suas mentes explodidas,
De tanto conhecimento que Deus

lhe concebeu.


E de longe,
A mulher-anja sorri
Abraçada ao seu homem-estrela.


E pelo deserto da transcendência
nós passamos,
Atravessando as dunas do passado,
Rumo a um futuro desconhecido,
Rumo ao outro lado…


06/09/16

terça-feira, 14 de julho de 2026

*Poesia Sem Nome #07*



Foi na presença da morte que aprendi a me reerguer.

Foi me perdoando que aprendi a prosseguir.

Foi na escuridão que aprendi o valor da luz,

Pois não existe cima sem baixo,

Não existe amor sem dor.


24/07/2024

*Poesia Sem Nome #06*

 

Lá fora,

Um silêncio cortado

Pelo vento frio da manhã.


Aqui dentro,

Um calor quase uterino,

Aquecendo o corpo


E a alma,

E uma cabeça cheia de sonhos.

Pensando:


"É aqui que eu preciso estar".

Esperando,

Pelo sino da morte 


Cujo ressoar

 há de cortar 

E romper o reino de véu


E me colocará

Sobre os trilhos da realidade

Onde, em marcha, eu devo


SEGUIR

SE-GUIR

SE

GUIR

e

ser.

Desmitificação

 

E se no final for somente isso? 

Uma estranha melancólico acompanhada de trovejantes felicidades.

Uma leve sensação de estagnação, junto de um punhado de mudança.

Uma vontade incrível de viajar pelas estradas da vida

E um desejo implementado por uma falsa esperança,

Uma falsa melhora,

Uma falsa estadia de paz.

Uma cena do filme que nunca chegaremos a ver. Porque,

Por mais que o roteirista da vida tenha formulado,

O diretor lá de cima se recusa a filmar.


Talvez não exista nada, 

Só sonhos marcados pra morrer.

E aqui estou no meio desse maremoto,

Sem saber pra que lado guiar meu barco.

Sem saber o verdadeiro destino dessa viagem.