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quinta-feira, 23 de julho de 2026

Estrada rosa cetim

 

Estrada rosa cetim

Atravessando entre a cidade
Montanha do sacrifício
Acabando com a puberdade

Facada fatal
Fúria e caos
Morte súbita e
Primordial

Força de Deus
Vontade que seduz
Desejos meus
Que a morte produz


Seus beijos roubados
Seu corpo selado


Venha anjo,
Dominar minha mente
Matar tanta gente
Que julga ser inocente


12/10/16

segunda-feira, 20 de julho de 2026

A Porta Para O Outro Lado


Eles são loucos,

Crescentes,
Dançando entre a noite
Em um turbilhão de fogo e caos.

Esse mundo está chamando
De volta a chama inicial.
Esse mundo está morrendo
Esperando por você e eu.


Nos reconstruímos da fumaça púrpura

Onde o vento sopra pro norte,
Nos guia para o frio,
Onde nos resta só a morte.


A mulher-anja retornou para abdicar-se de seu trono
Sua Terra Natal já não é mais a mesma.


Onde havia percussionistas ossudos
cultuando um falso Deus,
Agora há a luz limpa da esperança
que pernoita em nossas cabeças.


E todos a avistam,
Com suas mentes explodidas,
De tanto conhecimento que Deus

lhe concebeu.


E de longe,
A mulher-anja sorri
Abraçada ao seu homem-estrela.


E pelo deserto da transcendência
nós passamos,
Atravessando as dunas do passado,
Rumo a um futuro desconhecido,
Rumo ao outro lado…


06/09/16

terça-feira, 2 de abril de 2024

Vampiro

 



A noite entrava deixando seu perfume no ar.

As ruas já desertas,

Se cobriam de neblina noir.



Cuidado!

O assassino saiu para brincar.

Um som estrondoso assustou os cavalos,

Fez uma das rodas quebrar.

Perdido,

Foi obrigado a procurar

Um abrigo,

Uma casa, qualquer lugar.



Em teu seio, encontrou a moradia

Quem diria!

Estava difícil de enxergar,

As lanternas quase se apagaram quando o vulto apareceu.



Distinto,

Misterioso,

“Ei! Quem está aí?"

“Sou eu, seu amor!”

“Quem?”



Oh, que dor!

Suas presas me esfolaram

Meu sangue agora é teu

Como você, agora sou eu.



Minha alma,

Assim como a tua,

Jaz quebrada.

Me completa,

Faz do teu gozo

A minha jangada.



Não!

Pena,

Dor e

Raiva!



O vulto não aparenta ser

Quem diz ser.

É Lúcifer.

É Drácula.

É bela, de fachada.

Me rouba.

Te roubo.

Somos dois,

Mas o mesmo, que estorvo!



Agora lhe pago o troco.

Sou eu quem mordo!

Está em minhas mãos

E assim vai rodando o jogo...



De amor para ódio,

De ódio para amor.

Assim vamos nos esfaqueando

Até não sentir mais nenhuma dor.



Veja...

A manhã vem vindo.

Quem de nós dois

Vai ter um trágico final?

Terrível destino.



Eu abro meu peito

Esperando...

Esperando...

Esperando...



Ouço o som de mil metralhadoras



Sangue...



Nós dois jazemos caídos.

Nós dois atiramos.

Nós dois fodidos.



Terrível destino.

 - Data (?/?/?)

 



terça-feira, 21 de março de 2023

Pensamentos Livres #07


Dançando,
Dançando entre meias-noites.
Divagando no meio de apostadores e prostitutas. Necessidade de salvação.
Eu não posso mais esperar.



Poema Original:

Dancing,
Dancing through midnights.
Rambling with gamblers and whores.

Need for salvation.

I can’t wait anymore.



03/08/19

quinta-feira, 9 de março de 2023

Pensamentos Livres #06

 

Olhe o quão pálida é a dourada manhã
Não consigo nem imaginar.
Eu me reinvento toda vez que acordo!
É a hora do meu nascimento.





Poema Original:



See how pale and golden are the morning
That i can’t even concept.
I reinvent myself every time I wake up!
It’s the time of my birth.



07/08/19

quarta-feira, 1 de março de 2023

Pensamentos Livres #05


O que entendemos da realidade?
Tentamos alcançar
um espaço em branco nas nossas mentes.






Poema original:

What do we understand about reality?
We’re trying to reach
A blank space in our minds



16/12/19


quarta-feira, 11 de novembro de 2020

*Um poema que fiz para ela*

"Volto ao jardim
Com a certeza de que devo chorar
Pois bem sei que não queres voltar
Para mim

Queixo-me às rosas
Mas que bobagem
As rosas não falam
Simplesmente as rosas exalam
O perfume que roubam de ti" 

- Cartola


*A música continua a ecoar. E o poeta então proclama:*


Oh, meu bem
Não chores mais, meu bem
Não vê que eles zombam é de mim?

Oh, meu bem
Não chores mais, meu bem
Não há motivos
E o seu sorriso já fala por ti.

Venho lhe mostrar,
Mostrar a beleza do mundo
Que se esvai quando choras sozinha,
Vindo de seu amor impuro.

Não deixe de esquecer,
Esquecer que não podes parar,
Porque a lua que se estende ao céu
Continua sempre a brilhar.

Sinto um vazio,
Um vazio em meu coração,
Pois seu amor foi embora
E as batidas jamais voltarão.

Procure pelas rosas,
As rosas do teu coração
Que murcham quando estão sozinhas
Mas renascem em cada verão.

E em teu sorriso,
Me encanta e encanto de ver,
Que a felicidade presente em você
Nunca vai parar.


(Janeiro de 2016)




(La Jolla Arbor - Guy Rose - XIX/XX séc.)


quarta-feira, 23 de setembro de 2020

12/08/19


E pelos céus ecoou 

As trombetas celestiais. 

Elétrico, como um raio. 

Ela surge banhada em prata. 

 

Seus olhos negros vislumbram a paisagem. 

Seu doce mel, reflete sobre o fértil pensamento. 

“Beije-a” pensou ele, 

Mas a fumaça havia lhe consumido. 

 

Ela era vibrante,  

Como se a vida lhe corresse por suas glândulas. 

Fúria, 

Ela sorria. 

Queria o mundo e queria agora! 

 

Aos sons de boleros, 

O doce aroma ia embora. 

E as flores pensavam: 

“Será que a veria de novo?” 

Como a maré, 

Que sempre volta de encontro a praia... 

Trazendo novas surpresas.

quarta-feira, 16 de setembro de 2020

*Poesia Sem Nome #01*

 

Só quando pude vê-la passar
Seus olhos mostravam-se vivos
O costume de deixar para depois se rendeu
E um sorriso fugiu de seu rosto.

Ela queria,
Mas temia,
Que algo além de seus limites
Pudesse transmitir o que sempre sonhou:
Liberdade,
Amor
E euforia.

Sua hora havia chegado!
Estrelas brilhavam no céu
Mostrando o caminho para a salvação.

Seu nome,
Que transmitia paz,
Jazia selado em sua alma.

O medo se distribuía
E batia em retirada.
Tudo estava
Orquestradamente planejado
Para que a felicidade
Dormisse em seu seio
E gozasse de sua simplicidade.




19/08/2019