Mostrando postagens com marcador - Poemas / Prosas -. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador - Poemas / Prosas -. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 14 de julho de 2026

Desmitificação

 

E se no final for somente isso? 

Uma estranha melancólico acompanhada de trovejantes felicidades.

Uma leve sensação de estagnação, junto de um punhado de mudança.

Uma vontade incrível de viajar pelas estradas da vida

E um desejo implementado por uma falsa esperança,

Uma falsa melhora,

Uma falsa estadia de paz.

Uma cena do filme que nunca chegaremos a ver. Porque,

Por mais que o roteirista da vida tenha formulado,

O diretor lá de cima se recusa a filmar.


Talvez não exista nada, 

Só sonhos marcados pra morrer.

E aqui estou no meio desse maremoto,

Sem saber pra que lado guiar meu barco.

Sem saber o verdadeiro destino dessa viagem.


quarta-feira, 8 de maio de 2024

Triste Domingo

 

A melancolia do Domingo me pegou mais uma vez.

Tomado por esse vazio irracional,

Tento me lembrar da última vez que fiquei assim.

Esse sentimento que alastra e traz consigo a angústia.

Solidão.

Quem realmente está ao meu lado?

Revisito em minha cabeça os acontecimentos dos últimos anos

E são poucos aqueles que permaneceram comigo.

Pra onde a vida há de me levar?

Solidão.

Me arrebata a mente esse sentimento nostálgico,

Sinto em minhas veias as memórias do passado.

Ah, e como dói!


Escuto frequentemente que pareço ser mais novo do que sou.

Que tenho o rosto de alguém de 21 anos.

Mas agora eu aos meus 26, crio essa sensação de que nunca envelheço ou que nunca vou crescer.

Mas quem realmente cresce?

Não somos todas crianças fingindo ser algo que não somos pra agradar alguém que fingimos querer?

A vida é uma jornada, não destinos.

E essa jornada é um eterno aprendizado.


Revisito as memórias do passado e me vem essa sensação 

De que por mais eu tenha vivido,

Ainda assim, não me sinto crescido. 

Quando será o meu ápice?

E minha queda?


Sinto falta dos velhos tempos, mas sei que não vão voltar mais. 

Eu só tenho o agora.

Sobrevivemos a uma pandemia que dizimou muitas vidas.

A custo de quê?

Será que todos superaram?

Difícil dizer.


São tempos estranhos esses que vivemos.

Estão sempre anunciando o fim do mundo pela TV.

Eu olho pra trás e sinto que depois da Covid, nada será como antes. 

E que antes disso era realmente uma outra vida.

Será que vivo numa simulação do meu próprio ser?

Não importa.

Porque já aceitei que nada será como antes.

E o que me resta é somente o agora.

(Até o futuro nos foi tirado!)


E onde havia grandes pastos verdejantes

Toma o lugar um cinza,

Quente

Como lava.

O próprio inferno veio nos abençoar.

Mas é assim a vida.

Cíclico.

O poder de criar também é o mesmo de destruir.

Como no hinduísmo,

Um amigo meu me explicou uma vez...

São três entidades, a que cria, a que conserva e a que destrói.

É o equilíbrio.

Pra uma nova história nascer,

Outra deve perecer.


Pessoas devem ir embora 

Pra que outras tomem o lugar

E povoem com a alegria da vida.


Talvez seja essa a dificuldade da solidão.

De entender que há momentos que nenhum e nem outro acontece, mas só a existência de nós mesmos.


Prefiro não me alongar.

Mas ao invés de lamento,

Gratidão.

Que hoje seja o fim e começo de um ciclo.

Afinal, devo agradecer por minha semana,

Mas também devo agradecer pela próxima.

Que nada seja o mesmo 

E que a maré da mudança me traga águas rasas e cristalinas.

Que eu possa contemplar em seu sorriso

O início e o fim do universo.

terça-feira, 26 de março de 2024

Numa casa grande e vazia

 

Numa casa grande e vazia.

Onde os fantasmas ecoam

Nos gélidos cômodos mal vividos.

Sussurram um passado mórbido,

Jazido em herança e cobiça.

A família já está fadada

Antes mesmo de chegar.

O som de passos,

Estalar da madeira,

Tudo respira.

Chega a hora de levantar.

Abro a janela, mas não há luz.

As trevas abraçam o meio dia

E recobrem da memória 

Tudo que ali já foi vívido.


Seus gritos nunca serão esquecidos.



- 10/10/2023

terça-feira, 19 de março de 2024

Identidade

 

Today I found myself enclosure

And I've been enclosure for my whole life*


De verdade,

Venho fugindo a minha vida inteira.


Fugindo de quem eu sou,

Da minha brasilidade

Da minha arte

Da minha realidade

De mim mesmo

Do meu mundo


*Vocês nunca me conheceram, porque eu nunca estive aqui*


Mas agora estou

Presente e

Aprendendo,

Consertando,

Esperando.


O próximo ônibus a passar,

A próxima estrada a se tomar,

O próximo rumo a navegar,

Pra que lado vou viajar?



- 17/11/2023



* (Hoje me encontrei enclausurado / E eu estive enclausurado durante a minha vida inteira) 


(Picture from Pinterest**)



terça-feira, 5 de março de 2024

Luz no Fim do Túnel

 

(Not me.) Eu não.

(Not myself,) Nem eu mesmo,

(But somebody else.) Mas outro alguém.


Tem momentos que parece

Que nunca mais vou sorrir de novo.

Tranco minha alma

Pra nunca mais ser tocada.


De raiva,

Puxo minhas coisas

E me afasto do mundo.


Em fuga.


Somos passageiros sem destino.

O mundo ao redor pode se tornar uma arma

Ou um grande aliado.


Tem momentos que falo

"Nunca mais serei feliz de novo!"

Só que ela vem

Aquecendo o coração.


Trazendo de volta a alma,

Como um dos verões mais quentes do século.


Derretendo,

Nas entrelinhas,

Aquela vaidosa melancolia.


Trazendo de volta à luz

De onde nunca devia ter saído.



- 17/11/2023

segunda-feira, 18 de setembro de 2023

Epitáfio

 

Desde que você se foi, não me sinto mais o mesmo.
Os dias são longos e pesados,
O tempo se distorce, criando vácuos
Onde eu nado e me afogo.
Minha existência arde numa chama de ódio
E a dor,
Pulsa em minhas veias
Partindo de onde existira um coração.

Eu pediria para você ficar,
Se antes tivesse feito o mesmo.
Agora, o que me resta são os loucos que me acompanham
E os meus demônios que me assombram.

Quem eu finjo ser não é o suficiente
Pra me fazer te esquecer.
Só queria amar
Mas em troca, só recebo -ar
Os dias passam e não há muito que se possa fazer,
Te perder foi meu maior castigo.

Desde que você se foi eu finjo ser forte.
Mas não consigo mais alimentar tudo isso.
Você me esqueceu mais rápido que qualquer uma
Mesmo assim, você ainda mora em meu peito
E nas minhas lembranças,
Sempre foi a dona da minha cabeça.
Nunca mais serei feliz de novo.
NUNCA MAIS SEREI FELIZ DE NOVO!

O que o amor faz na cabeça de um homem.

Desolação.
De
     so
          la
              ção.


Não mais cantarei lindos versos,
Pois jazem mortos.
O cinza que compõe o ambiente
Se mistura com o silêncio final da canção.
Morro um pouco em cada acorde não tocado.
E me sinto um tolo
por ainda querer você.

Mas amar, é a única coisa que pode me salvar.
Não quero mais escapar,
Não quero mais fugir dessa dor.
Vou abraçá-la como se fosse você.

Hoje eu me deito mais cedo
(Muito mais cedo do que imagina)
Então, desejo aqui Boa Noite
*Fecham-se as cortinas*
Espero que tenham gostado do show
O espetáculo se encerra, mas na vida
Não existem aplausos suficientes para me fazer sentir bem.



segunda-feira, 21 de agosto de 2023

Ansiedade

 

Ansiedade:

Ela vai me corroendo por dentro, dissolvendo cada molécula do meu corpo.
Sinto minha pele arder, quase como se fervesse.
Vou evaporar a qualquer momento.
Meu sangue começa a se retrair e correr a passos contrários para o coração.
Um chiado parte para minha cabeça, ecoando nas paredes do meu crânio.
Bombas de adrenalina são postas, explodindo meu corpo em mil pedaços.
As mãos tremem
E o suor frio vem de encontro ao queixo.
Sinto que não demoro pra partir dessa,
Sinto tudo ruir.
Como uma grande erupção.
O terremoto da minha vida.
Tudo começa a girar e girar
E então silêncio.

Nada mais acontece.


21/Ago/23

Como Foi Bom Amar Você

 

Sinto falta dos velhos tempos,

Onde me sentia seguro ao seu lado

Com uma espada e escudo nas mãos

Cortando o eterno presente e

Transcendendo o momento

Para além mar.



Sinto falta dos velhos tempos,

Onde o que me abalava 

Era o tempo e futuro.

Onde você vinha

Como uma calmaria

E arremessava o medo para bem longe.



Agora que você se foi

Só me restam cinzas e

Tudo o que tenho

São nossas memórias.



O que posso usufruir de tudo isso?

Quando o que mais quero

É ideia:

Morrer velho ao teu lado.


Distante, mas capaz.


Sinto falta da sensação de dormir ao seu lado.

Sinto falta do seu doce cheiro que me ardia de paixão.


Hoje faço tudo aquilo que você me dizia,

Então porque que ainda não sou feliz?


Sem você ao meu lado,

Não sobram forças.


Já não vale tanto a pena,

Se for pra viver assim.


Onde estará agora,

Nessa fria noite de Agosto?

Será que ainda pensa em mim?

Será que esqueceu como é?

Ou só está distraída com outra pessoa?

Tentando afogar da memória

Aquilo que um dia a gente viveu.


Nem tudo brilha para sempre

E aquilo que é bom sempre perece.


Tento recordar de uma vida antes dessa,

Mas acho que nunca fui feliz


Não quanto...


Demorei demais para perceber meus (nossos) erros

E de todas as vidas vividas.


Tento recobrar a mente

Para que da próxima vez faça certo.


E que um dia volte a valer a pena.


Mas é duro viver sem você!


As aves já não cantam como antigamente.


O vale perdeu o seu verde

E o verão o seu frescor.


Fica tão difícil ver a vista,

Quando o que mais embelezava ela

Eram seus olhos.


Sinto falta da sua voz

Chamando meu nome.


Dos momentos de tensão e tesão.

Sinto falta do seu toque.


...


Sinto falta de quase tudo.


É IMPOSSÍVEL substituir você!


Pra sempre eterna

Nas memórias do meu ser.


Que esta vida siga,

Pois tudo o que me sobra são estas memórias.


Então, que esta vida siga, meu amor.


Eterno.








P.S.:

                     Aqui Jaz Um Amor Verdadeiro 

                                R.I.P.


(21/Ago/23)

quarta-feira, 31 de maio de 2023

Insight sob meditação (Poema Fluidez)

Fluidez

Não existe certo ou errado,
Existe onde você quer estar
e onde você não quer estar.

O que existe é a movimentação.
Se movimente para achar
aquilo que te conforta
O melhor lugar no seu espaço.

Tudo é fluido,
Assim como a água
E o ar em meus pulmões.


31/05/2023

quinta-feira, 11 de maio de 2023

Adeus / Até Breve

 Adeus Até breve



No final somos só nós,

Só nós mesmos.

Caminhando pela estrada

De olho no abismo.


Temendo a morte a cada momento.

Mas o final

É tão natural quanto a vida

E tão indesejável como mentir.


O tempo nos abraça e nos leva,

Mas depende de nós se quisermos ir.

O medo que a gente se depara

É só combustível para o destino.


A jornada pode até ser árdua,

Mas a recompensa é bela e saborosa.

Doce como morangos azedos,

Amargo como o café bebido em toda manhã.


Injusto é pensar que não vou.

É dizer que pra sempre estarei aqui.

Mas não quero ir,

Não quero sair de seus braços,

Pegar esse carro e ir embora.


Não quero ter que nunca mais olhar pra sua cara ao acordar,

Ter que ficar longe de você,

Pois até de pensar nisso

Me dói.


Mas a vida anda tão confusa,

O caminho anda tão apagado,

E nem só de amor se vive um homem

Nem uma mulher.


Eu quero

E tento,

Faço tudo o que posso

Pra entregar uma relação dócil.


"Pois amar é sinônimo de sofrer." -

Eles disseram.

E desde quando a gente escuta o que dizem pra nós?


Meu maior pecado foi ter transformado,

Ter guiado a gente pra esse caminho tortuoso,

Ter esperado que a vida resolvesse tudo pra mim,

Ter deixado de lado aquilo que mais me importava

E importar com aquilo que não tinha tanto valor assim.


Amar você sempre foi fácil,

Difícil foi viver pra mim,

Foi aceitar meu erros 

E partir pra mudança.


Como um abraço apertado antes de ir embora.

Aquele que você nunca quer dar,

Mas acaba fazendo.

Pois a vida espera outras coisas pra nós.


Esse é um pedido de adeus

Que escrevo sem saber se posso dar.

Pois agora chorando,

Penso em cada momento maravilhoso que tive

E penso em cada momento maravilhoso que a gente ainda pode ter

Se a gente se esforçar.


Pois amar pode não doer,

Mas o demasiado esforço, sim.

E é difícil dizer 

Que não vale a pena tentar,


Mas enquanto houver esperança,

Ei de me arriscar.

Pois meu bem, eu sei 

Que você ainda aguenta.


A vida pode te mostrar.



04/05/2023




terça-feira, 28 de março de 2023

Inconstância

 

Mas é sobre ser
E sentir-se
Uma intensa inconstância

Sem volta,
Sem casa,
Sem destino,
Sem nada
Além da vontade própria

Uma verdadeira incógnita
Camaleão de corpo e alma
Subitamente apaixonado pela mudança

E quando lhe perguntarem:
"Mas do que será feito o amanhã?"
Você dirá:
"Me surpreenda."


15/05/2022

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2023

Poema Cooperativo


Este poema foi um projeto feito por mim e meu amigo Gabriel "Querô", onde ambos escreviam um verso após o outro tentando formar das palavras um do outro uma beleza única. Entretanto, ficou inacabado e esquecido por mais de um ano. E agora lhes apresento o Poema Cooperativo:


Deixe o rio fluir suas águas
Que antes foram tão pesadas
E de turvas se tornaram claras

Escura,
Pesada,
Cheia de musgo
Uma pedra se encontra no meio de seu caminho

E como um ás de espadas
Perdido por entre as mangas
Te desvia defronte ao seu destino
A caminho da próxima virada

Como um trem às avessas
Descarrilhado dos trilhos
Sem rumo e sem planos
Perdido neste mundão vasto e complexo

Mas sem medo de se tornar...

Esquecido.



10/10/21


Escrito por Cristiano Siqueira e Gabriel "Querô" Campello.


segunda-feira, 14 de novembro de 2022

O que ainda resta de bom neste planeta


Algum lugar,

Onde o Sol bate nas copas das árvores e

Penetra sua folhagem.

Onde o vento sopra

Trazendo as boas novas do leste.



Onde a água flui

Com suas correntes cristalinas,

Que saem das entranhas de rochas escondidas,

E os peixes,

Ah, os peixes que sambam na margem o tango da vida.


Onde os bichos correm

Livres e soltos,

Praticam a sua ginástica natural.

Se alimentam de uns aos outros,

E se tornam vivos.


Um lugar...

Para se visitar,

Para querer habitar,

Mas para se preservar

O que ainda resta de bom neste planeta.









(Fonte: https://br.depositphotos.com/portfolio-2550635.html?content=photo)




(14/11/2022)

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022

O Homem Anjo


O homem anjo veio

Para trazer a paz na Terra

Ele está assustado, 

Mas ainda assim luta

Pra deixar tudo fresco e imaculado. 


“Saia da pálida luz azul

Antes que você se machuque.


Faça a si mesmo confortável, 

Pois a viagem apenas começou.”


Ele está vindo direto do Sol

E veste um belo par de asas douradas

Me diz para espalhar

Uma nova espécie de alegria.


Comece  fazendo as pazes com seus demônios,

Dance com eles.

Continue a clamar e a cantar

Dance até o anoitecer.

Ninguém daqui sairá vivo.


Vamos amor,

Fazer uma viagem para o outro lado

Só precisamos de um carro,

Um trem,

Ou uma estrada para voar.


Como alguém antes disse:

“Vamos se mandar daqui,

Antes que tudo se consuma em chamas.”


Vamos fazer um segredo para os antigos.

Vamos viver pela esperança do amanhã.

Nós vamos ter muita diversão hoje à noite.

Vamos logo se ressoar pela estrada.


Eu prometo que você irá gostar


Nós vamos continuar

A sermos livres e selvagens

E então vou te mostrar

Outro dia mais claro

Você verá,

Eu prometo.




01/02/2022





(Anjo Caído - Alexandre Cabanel, 1868)


quinta-feira, 18 de março de 2021

A Hard Rain's A-Gonna Fall


Onde estaremos quando tudo isso acabar? O que será de nós,
Após todo esse caos que a tormenta faz passar
Reencontraremos aqueles que amamos?
Seguiremos atrás de nossos sonhos?

Uma incógnita!
A ansiedade corrói minha mente.
Terei de pensar em outra cousa,
Senão irei me corromper!

Porém as nuvens são mais negras e mais densas,
Os trovões barulhentos e estrondosos
E os relâmpagos, mesmo que distantes,
Assustam os cachorros da alma.

Sentimo-nos preparados,
Mas não há nada o que fazer
A não ser esperar pelo Sol!

O Sol e sua glória apolínea,
Pois com o vento trará a mudança.
E de longe,
Bem à margem do futuro,
Encontrará, vinda pela nau de velas brancas,
A esperança.

Pois é nela a única coisa que nos resta.
Ela que espantará a tempestade
E trará calmaria para a alma.
E mesmo que mais uma chuva venha por outrora...
Será ela de quem me lembrarei.
Aquela que salvou de me afogar nos auto-medos da memória.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

Quarentena


Oh Budha,

Canções Antiquadas

Velho Sistema Binário

Neurose se espalhando

Crianças brincando de minerar num quarto escuro

Coração pulsante, explosivo

Desejo de viver e sair

Prisão domiciliar

Ato Heróico e Bravio

Surto Coletivo

Segundas passando por segundos

Tempo congelado

Noites mal-dormidas

Medo do futuro

E um pouco de entretenimento nas terças.


Casa de mil olhos

Único ganhador

Representatividade e propagação de ódio

Feminismo e radicalidade

Café para aquecer o coração

E quem sabe uma reza.

Uma reza,

E uma reza para Budha.

Que está sempre me olhando

Que está sempre vigiando

E me encobrindo 

De todo o mal na minha cabeça

Me guiando à uma iluminação

Minha iluminação.


Em face com meu próprio ser.

Abraçando os demônios.

Procurando por uma falsa verdade

Se enganando por placas de estrada

A TV te julga por não fazer nada.

Notas profundas.

Músicas de defuntos 

E poemas para os mortos

Não haverá mais vida após a morte.


Políticos sanguessugas

Vagando pelas palmas sebosas

Idolatria escandalosa

Criança no poder

Mentiras,

Mentiras e mais mentiras

Sobre quem você é.

Sobre o que você quer.

Do que você realmente gosta?

Gostar.

Substantivo.

Palavras e sons.

Macacos evoluídos

Ou Simulação da Realidade?


Catalogando mapas

Lutando por ideais

Procurando emprego

Pra ter o que gastar

Pra precisar de um emprego

Pra comprar,

Mais, Mais e Mais.

Deixar alguém rico

Ficar cada vez mais pobre

Perceber a importância da vida

Pensamentos Marxistas na varanda

Fumando um cigarro.

Não fume

Necessidade de um cigarro.


Desejo de bebida

Entorpecer.

Desejo de marijuana

Haxixe.

Paquistão

Guerras econômicas e velhos Jihads.

Pandemia.

Morte ou isolamento. 

Quarentena

Qua-ren-te-na.

Substantivo para

Falta de contato

Falta de amizade

Sem abraços

Sem pequenos prazeres

Sem bares

Sem surpresa

Tediosa rotina

Estagnado.

Derretido.

Pessoas falindo.

Justiça poética.

Cegos em meio ao tiroteio

Que a vida lhe reserva.


Qua

Ren

Te

Na

.





- Abril de 2020.


quarta-feira, 21 de outubro de 2020

Chuva de Setembro


 Eu sinto falta de um belo dia chuvoso.

                                    Realmente sinto!

                           Eu sinto falta disso.


De um dia frio,

    Numa tardezinha aconchegante

              Onde chove por horas e horas

                          E eu ali
                            Na varanda, lendo um livro

E vendo a hora passar.

Deitado numa rede, talvez trocando uma prosa com alguém

   Observando os cachorros a brincar.
          Eles correm,
                  Se contorcem para se secar

E deitam todos juntos
            Em bando, se aquecendo um com o outro.

Até que meus olhos se fechem,
      Caindo num delicioso sono
              E tudo isso diante desse glorioso cenário…

        Doce cenário!

Então meu deleite termina
    Com alguém me acordando e dizendo:
              “O jantar está na mesa, vamos?”

  Cara, como estou triste agora!
Quando que o ser humano vai parar de foder com o planeta Terra?
        Quando iremos voltar às nossas raízes?
                    Quando deixaremos tudo isso de lado?
                                Até quando iremos suportar?

Quando?






- 01/09/2020