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terça-feira, 4 de agosto de 2026

Ode à Maria Clara

 

E seus sorrisos,

Mais poderosos que qualquer olhar sedutor
Me aquecem,
Como um forte abraço
Dos mais pardos ursos da floresta.


21/10/16

quinta-feira, 23 de julho de 2026

Ode à Letícia

 

Pretos cabelos cobrindo a sua face
Fazendo-a sorrir para o além.
À espera de que um dia a dor passe,
Seus poemas me fazem tão bem


22/10/16

segunda-feira, 17 de março de 2025

Ode ao acaso

 

O poema a seguir foi um exercício praticado em uma aula de Artes. A tarefa era escolher alguma reportagem (a qual foi sobre terror slasher) e recortar diversas palavras. As palavras eram colocadas em algum recipiente onde tive de pegar sem ver e formar uma poesia feita ao acaso. A cada palavra tirada um verso aparecia.



Podridão humana
desconhecido
pulsa
  humanidade
psicológico
sangue
  cruas
 irreal
 o medo
Pesadelo
Slasher
Terror


Podridão Humana
Humanidade
Cruas
O Medo 
Slasher
Terror


Pulsa
Sangue
Pesadelo
Terror


Desconhecido
Psicológico
Irreal
Terror


Data: 11/03/2025



quarta-feira, 22 de fevereiro de 2023

Ode à Loucura


Eu quero andar com os loucos,

Amar os pobres E zoar com os caretas,


Sentir o vento bater em minhas costas
E sentir que tudo está à deriva.
Assim mesmo como antes havia sido dito.


O mundo está mais pálido
E cada vez mais parece que irá rachar.
As pupilas se dilatam diante do terror.


Então venho lhe pedir uma súplica,
Uma boa inspiração,
Pois nada mais importa.


E somente esses, os loucos,
São agora capazes de ver
E ouvir a verdade que transcende no universo.

Shangri Las,
Abortando linhas e mais linhas
De esperanças inenarráveis
que raptam qualquer sentido vago
dessa velha e nova história.


Cantam seus mantras,

Como jingles que passam na TV,
Mas ninguém mais é capaz de ver
Ou sentir.

Como um pedido de socorro em meio ao vácuo,
Gélido e, de novo, pálido,
Seus corpos já não habitam mais esse plano,

Sua simples carcaça se separa
E cria uma ligação direta com o infinito.
Seus crânios se partem,
Deixando Buddha exalar mais uma vez a esmo,

Pois são os loucos,
Capazes de ver e ouvir,
Capazes de viver na realidade
esquizofrênica do ser.


Serão a única salvação divina,
A última escapatória do universo
De tentar consertar o inquebrável
E sorrir, mais uma vez,
Para as paredes escuras do coração

Eles estão gritando:
“Alegria,
Inveja,
Saudação!”

Não fujas da irônica verdade,
Não corras para em meio a plantação
E não escancare a grande máquina!

Pois ela tudo vigia e apita,
Assopra e aperta,
Morde e danifica.

Mas o louco,
O louco que agora lê e escreve,
Que diz entender.

Os loucos serão
Aqueles capazes de infligir
Uma dor tremenda nesse grande maquinário
E de abrir a ferida que nos levará para as estrelas.


Palavra da Salvação:
Pasmem.
A vida é a última verdade dita nessa prosa.




06/08/21

Poema para Luísa a.k.a. Meu Grande Amor

Ela tem essa propriedade
De me tirar o fôlego,
De colocar em mim um sorriso
Quando menos imagino.


21/12/21