terça-feira, 14 de julho de 2026
*Poesia Sem Nome #07*
*Poesia Sem Nome #06*
Lá fora,
Um silêncio cortado
Pelo vento frio da manhã.
Aqui dentro,
Um calor quase uterino,
Aquecendo o corpo
E a alma,
E uma cabeça cheia de sonhos.
Pensando:
"É aqui que eu preciso estar".
Esperando,
Pelo sino da morte
Cujo ressoar
há de cortar
E romper o reino de véu
E me colocará
Sobre os trilhos da realidade
Onde, em marcha, eu devo
SEGUIR
SE-GUIR
SE
GUIR
e
ser.
terça-feira, 2 de junho de 2026
*Poesia Sem Nome #05*
Ondas balançam inquietantemente,
Enquanto a areia cobre nossos pés.
Seu cabelo toca meu rosto
Numa sinfonia decatônica,
Numa agonia simétrica.
Nós rimos e nos beijamos,
Dançamos
Pela noite adentro,
Sabendo que o sol tocará nossos cabelos
E que ainda sorriremos um para o outro.
Por ora,
Eu só queria que esta noite nunca acabasse.
Restless waves swaying
And sand covering our feet
Your hair touches my face
In a decatonic symphony,
In a symmetric agony
We laugh and kiss
And dance
Throughout the night
Knowing that the sun will kiss our hair
And we will still be smiling at each other
For now,
I just wish this night would never end.
quinta-feira, 30 de janeiro de 2025
*Poesia Sem Nome #04*
Marcam
E fazem valer a próxima jornada
- 12/05/2024
terça-feira, 12 de março de 2024
*Poesia Sem Nome #03*
É sobre ser
E estar.
Digerido.
Morro toda vez que penso
E renasço nulo quando falo,
Pois cada momento é único
E morre e vive em mim
Assim como no outro.
- 28/08/2023
quarta-feira, 28 de outubro de 2020
*Poesia Sem Nome #02*
Venha,
Oh! Velho cão sarnento
Bill, o Cólero.
Venha abraçar as mãos de seu aflito pai.
Um bom filho a casa torna.
Hoje é dia de comemorar,
Nenhum sofrimento é em vão!
Suas asas feridas somente são bonitas
Após serem cicatrizadas.
Mas deixa tudo isso pra lá,
É melhor seguir o fluxo
E aceitar a situação.
Levar a vida de forma leviana
E arrebatar os pecados que foram
Largados dentro da carne.
Vamos sorrir,
Sorrir para o cetro do destino!
Beijar os ponteiros do relógio,
E festejar a volta de Bill.
Enquanto outros,
Loucos forasteiros,
Observam o sangue secar
E manchar a roupa da alma,
Aquela mesma que foi despida por luxúria e poder.
Agora anda com o cego,
Pois não sobrou ninguém para crer.
Ismael foi-se embora.
Quem agora irá contar sobre a perda de seu capitão?
Ahab,
Amarrado ao seu próprio inimigo.
Afogado,
Pelo próprio desejo.
Vingança ou prepotência?
- Destino!
Cada um há de julgar como quer,
Pois a mão com o martelo
É a mão que alimenta
E supre a necessidade de cuidar.
Oh Bill,
Que felicidade!
A sua volta significa muito para mim!
Venha,
Tome um gole deste vinho amargo,
Coma desta suculenta carne.
Seus olhos, cansados, já viram de tudo
E mesmo assim ainda lhe falta tanto...
Nessas horas,
Não deves se tornar apressado.
Siga no seu passo
Ou algo lá fora irá te devorar.
Deite em seu leito,
Comece a sonhar.
Fico feliz de te reencontrar.
Amanhã partiremos para mais uma jornada.
Me pergunto quem aqui entre nós irá retornar.
quarta-feira, 16 de setembro de 2020
*Poesia Sem Nome #01*
Só quando pude vê-la passar
Seus olhos mostravam-se vivos
O costume de deixar para depois se rendeu
E um sorriso fugiu de seu rosto.
Ela queria,
Mas temia,
Que algo além de seus limites
Pudesse transmitir o que sempre sonhou:
Liberdade,
Amor
E euforia.
Sua hora havia chegado!
Estrelas brilhavam no céu
Mostrando o caminho para a salvação.
Seu nome,
Que transmitia paz,
Jazia selado em sua alma.
O medo se distribuía
E batia em retirada.
Tudo estava
Orquestradamente planejado
Para que a felicidade
Dormisse em seu seio
E gozasse de sua simplicidade.
19/08/2019