O que ainda resta de bom neste planeta.
segunda-feira, 14 de novembro de 2022
O que ainda resta de bom neste planeta
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022
O Homem Anjo
O homem anjo veio
Para trazer a paz na Terra
Ele está assustado,
Mas ainda assim luta
Pra deixar tudo fresco e imaculado.
“Saia da pálida luz azul
Antes que você se machuque.
Faça a si mesmo confortável,
Pois a viagem apenas começou.”
Ele está vindo direto do Sol
E veste um belo par de asas douradas
Me diz para espalhar
Uma nova espécie de alegria.
Comece fazendo as pazes com seus demônios,
Dance com eles.
Continue a clamar e a cantar
Dance até o anoitecer.
Ninguém daqui sairá vivo.
Vamos amor,
Fazer uma viagem para o outro lado
Só precisamos de um carro,
Um trem,
Ou uma estrada para voar.
Como alguém antes disse:
“Vamos se mandar daqui,
Antes que tudo se consuma em chamas.”
Vamos fazer um segredo para os antigos.
Vamos viver pela esperança do amanhã.
Nós vamos ter muita diversão hoje à noite.
Vamos logo se ressoar pela estrada.
Eu prometo que você irá gostar
Nós vamos continuar
A sermos livres e selvagens
E então vou te mostrar
Outro dia mais claro
Você verá,
Eu prometo.
01/02/2022
terça-feira, 18 de maio de 2021
Poeta da Guerrilha
A maioria das pessoas quando veem um poeta pensam logo em um ser amoroso, lúdico, que vive com a cabeça entre as nuvens. E de fato estamos. Mas há também de lembrar dos outros poetas. Aqueles que enxergam além da verdade. A poesia de guerrilha. Que apontam o dedo na cara e ainda discute. Aqueles que olham pra vida e ainda mais. Muito mais. Que enxergam a beleza na própria melancolia e tornam o caos do mundo mais belo. Devem lembrar que existe, não o poeta, mas a própria poesia. Que habita nele e em nós. Que habita em qualquer lugar. E o papel dele é informar, informar que existe essa beleza na vida. Informar que não só o amor rima com dor, mas quiçá o pavor. O pavor de viver, de se arrastar a cada dia que passa. Levantar-se e correr pra mais uma rotina de labuta. Esse poeta não descansa, pois ele respira e destila palavras. Tenta capturá-las como uma criança que tenta estourar bolhas de sabão. Esse tipo de poeta guerreia consigo mesmo. “Senta-te, velho sarnento! E vá escrever.” É isso que querem faça. Mas a arte vem de forma espontânea e se ele não se alimentar não poderá criá-la. Seja de pão ou seja de álcool, o poeta arranja uma forma de sobreviver. Como Rimbaud saindo do próprio inferno. Sua luta diária não se limita ao horizonte. Vai para todos nós. Que possamos enxergar a vida de forma mais leve e bela. E quem sabe pegar emprestado os teus olhos e ver, nem que seja por um curto período de tempo, o mundo com uma perspectiva completamente diferente.
quinta-feira, 18 de março de 2021
A Hard Rain's A-Gonna Fall
Onde estaremos quando tudo isso acabar?
O que será de nós,
Após todo esse caos que a tormenta faz passar
Reencontraremos aqueles que amamos?
Seguiremos atrás de nossos sonhos?
Uma incógnita!
A ansiedade corrói minha mente.
Terei de pensar em outra cousa,
Senão irei me corromper!
Porém as nuvens são mais negras e mais densas,
Os trovões barulhentos e estrondosos
E os relâmpagos, mesmo que distantes,
Assustam os cachorros da alma.
Sentimo-nos preparados,
Mas não há nada o que fazer
A não ser esperar pelo Sol!
Pois com o vento trará a mudança.
E de longe,
Bem à margem do futuro,
Encontrará, vinda pela nau de velas brancas,
A esperança.
Pois é nela a única coisa que nos resta.
Ela que espantará a tempestade
E trará calmaria para a alma.
E mesmo que mais uma chuva venha por outrora...
Será ela de quem me lembrarei.
Aquela que salvou de me afogar nos auto-medos da memória.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2020
Quarentena
Oh Budha,
Canções Antiquadas
Velho Sistema Binário
Neurose se espalhando
Crianças brincando de minerar num quarto escuro
Coração pulsante, explosivo
Desejo de viver e sair
Prisão domiciliar
Ato Heróico e Bravio
Surto Coletivo
Segundas passando por segundos
Tempo congelado
Noites mal-dormidas
Medo do futuro
E um pouco de entretenimento nas terças.
Casa de mil olhos
Único ganhador
Representatividade e propagação de ódio
Feminismo e radicalidade
Café para aquecer o coração
E quem sabe uma reza.
Uma reza,
E uma reza para Budha.
Que está sempre me olhando
Que está sempre vigiando
E me encobrindo
De todo o mal na minha cabeça
Me guiando à uma iluminação
Minha iluminação.
Em face com meu próprio ser.
Abraçando os demônios.
Procurando por uma falsa verdade
Se enganando por placas de estrada
A TV te julga por não fazer nada.
Notas profundas.
Músicas de defuntos
E poemas para os mortos
Não haverá mais vida após a morte.
Políticos sanguessugas
Vagando pelas palmas sebosas
Idolatria escandalosa
Criança no poder
Mentiras,
Mentiras e mais mentiras
Sobre quem você é.
Sobre o que você quer.
Do que você realmente gosta?
Gostar.
Substantivo.
Palavras e sons.
Macacos evoluídos
Ou Simulação da Realidade?
Catalogando mapas
Lutando por ideais
Procurando emprego
Pra ter o que gastar
Pra precisar de um emprego
Pra comprar,
Mais, Mais e Mais.
Deixar alguém rico
Ficar cada vez mais pobre
Perceber a importância da vida
Pensamentos Marxistas na varanda
Fumando um cigarro.
Não fume
Necessidade de um cigarro.
Desejo de bebida
Entorpecer.
Desejo de marijuana
Haxixe.
Paquistão
Guerras econômicas e velhos Jihads.
Pandemia.
Morte ou isolamento.
Quarentena
Qua-ren-te-na.
Substantivo para
Falta de contato
Falta de amizade
Sem abraços
Sem pequenos prazeres
Sem bares
Sem surpresa
Tediosa rotina
Estagnado.
Derretido.
Pessoas falindo.
Justiça poética.
Cegos em meio ao tiroteio
Que a vida lhe reserva.
Qua
Ren
Te
Na
.
- Abril de 2020.
quarta-feira, 11 de novembro de 2020
*Um poema que fiz para ela*
"Volto ao jardim
Com a certeza de que devo chorar
Pois bem sei que não queres voltar
Para mim
Queixo-me às rosas
Mas que bobagem
As rosas não falam
Simplesmente as rosas exalam
O perfume que roubam de ti"
- Cartola
*A música continua a ecoar. E o poeta então proclama:*
Oh, meu bem
Não chores mais, meu bem
Não vê que eles zombam é de mim?
Oh, meu bem
Não chores mais, meu bem
Não há motivos
E o seu sorriso já fala por ti.
Venho lhe mostrar,
Mostrar a beleza do mundo
Que se esvai quando choras sozinha,
Vindo de seu amor impuro.
Não deixe de esquecer,
Esquecer que não podes parar,
Porque a lua que se estende ao céu
Continua sempre a brilhar.
Sinto um vazio,
Um vazio em meu coração,
Pois seu amor foi embora
E as batidas jamais voltarão.
Procure pelas rosas,
As rosas do teu coração
Que murcham quando estão sozinhas
Mas renascem em cada verão.
E em teu sorriso,
Me encanta e encanto de ver,
Que a felicidade presente em você
Nunca vai parar.
(Janeiro de 2016)
quarta-feira, 28 de outubro de 2020
*Poesia Sem Nome #02*
Venha,
Oh! Velho cão sarnento
Bill, o Cólero.
Venha abraçar as mãos de seu aflito pai.
Um bom filho a casa torna.
Hoje é dia de comemorar,
Nenhum sofrimento é em vão!
Suas asas feridas somente são bonitas
Após serem cicatrizadas.
Mas deixa tudo isso pra lá,
É melhor seguir o fluxo
E aceitar a situação.
Levar a vida de forma leviana
E arrebatar os pecados que foram
Largados dentro da carne.
Vamos sorrir,
Sorrir para o cetro do destino!
Beijar os ponteiros do relógio,
E festejar a volta de Bill.
Enquanto outros,
Loucos forasteiros,
Observam o sangue secar
E manchar a roupa da alma,
Aquela mesma que foi despida por luxúria e poder.
Agora anda com o cego,
Pois não sobrou ninguém para crer.
Ismael foi-se embora.
Quem agora irá contar sobre a perda de seu capitão?
Ahab,
Amarrado ao seu próprio inimigo.
Afogado,
Pelo próprio desejo.
Vingança ou prepotência?
- Destino!
Cada um há de julgar como quer,
Pois a mão com o martelo
É a mão que alimenta
E supre a necessidade de cuidar.
Oh Bill,
Que felicidade!
A sua volta significa muito para mim!
Venha,
Tome um gole deste vinho amargo,
Coma desta suculenta carne.
Seus olhos, cansados, já viram de tudo
E mesmo assim ainda lhe falta tanto...
Nessas horas,
Não deves se tornar apressado.
Siga no seu passo
Ou algo lá fora irá te devorar.
Deite em seu leito,
Comece a sonhar.
Fico feliz de te reencontrar.
Amanhã partiremos para mais uma jornada.
Me pergunto quem aqui entre nós irá retornar.
