terça-feira, 21 de março de 2023

Pensamentos Livres #07


Dançando,
Dançando entre meias-noites.
Divagando no meio de apostadores e prostitutas. Necessidade de salvação.
Eu não posso mais esperar.



Poema Original:

Dancing,
Dancing through midnights.
Rambling with gamblers and whores.

Need for salvation.

I can’t wait anymore.



03/08/19

sexta-feira, 10 de março de 2023

Exercício de autocrítica


Eu queria que você fizesse um exercício muito simples. Tudo que precisa fazer, se estiver confortável com isso, é ficar diante de um espelho. Tente se despir - se possível - e olhe fixamente para a imagem refletida na sua frente. É um exercício de autocrítica ou autoaceitação, não sei ao certo. Mas a ideia é ficar se encarando sem pensar em nada. Você apenas se olha e encara a imagem à sua frente sem pensar em nada, sem ter opinião do que você está vendo. Somente observe-se; Se veja; Atente-se em como o olho se mexe pra lá e pra cá, ouça sua respiração, observe os músculos se contraindo para buscar o ar e expulsá-lo. Atente-se em cada movimento, cada formato, cada cor que a luz também reflete, cada textura, sombreado, tudo. A imagem como um todo, como ela realmente é. Se você quiser, também pode se encostar, se sentir com esse toque. Entender essas formas e ângulos. 


A partir de então, quando você começa aceitar o que está vendo, quando assume: “Tá, isso aqui é real!” Comece a usar palavras para verbalizar tudo isso. Pode usar palavras feias e pejorativas, ou podem ser palavras neutras, palavras qualitativas ou positivas, mas apenas palavras. E tente descrever o que você vê. Descreva toda essa composição usando os adjetivos que citei - formatos, ângulos, etc. -, toda essa coloração que surge na sua frente. 


Você começa a se observar e enxerga isso. Você busca verbalizar e acaba verbalizando isso. No final, tente aceitar todo o significado que essas palavras trazem, filtrando quais te representam mais, quais delas você quer levar pra você. Mas entenda, que você é tudo isso! Que você não é só a parte bela e a parte feia, ou a parte positiva e negativa! Você é um aglomerado disso tudo. Um aglomerado. E essa composição peculiar que faz cada ser humano ser belo - no sentido poético. Você não é uma coisa só, mas várias. Então tente levar consigo as palavras que vão te fortalecer, que vão te abraçar e engrandecer, que continuará consigo por toda sua vida, como um mantra, e dirá “Eu posso ser tudo isso, mas sei que sou e serei capaz de ser muito mais!”

quinta-feira, 9 de março de 2023

Pensamentos Livres #06

 

Olhe o quão pálida é a dourada manhã
Não consigo nem imaginar.
Eu me reinvento toda vez que acordo!
É a hora do meu nascimento.





Poema Original:



See how pale and golden are the morning
That i can’t even concept.
I reinvent myself every time I wake up!
It’s the time of my birth.



07/08/19

quarta-feira, 1 de março de 2023

Pensamentos Livres #05


O que entendemos da realidade?
Tentamos alcançar
um espaço em branco nas nossas mentes.






Poema original:

What do we understand about reality?
We’re trying to reach
A blank space in our minds



16/12/19


quinta-feira, 23 de fevereiro de 2023

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2023

Ode à Loucura


Eu quero andar com os loucos,

Amar os pobres E zoar com os caretas,


Sentir o vento bater em minhas costas
E sentir que tudo está à deriva.
Assim mesmo como antes havia sido dito.


O mundo está mais pálido
E cada vez mais parece que irá rachar.
As pupilas se dilatam diante do terror.


Então venho lhe pedir uma súplica,
Uma boa inspiração,
Pois nada mais importa.


E somente esses, os loucos,
São agora capazes de ver
E ouvir a verdade que transcende no universo.

Shangri Las,
Abortando linhas e mais linhas
De esperanças inenarráveis
que raptam qualquer sentido vago
dessa velha e nova história.


Cantam seus mantras,

Como jingles que passam na TV,
Mas ninguém mais é capaz de ver
Ou sentir.

Como um pedido de socorro em meio ao vácuo,
Gélido e, de novo, pálido,
Seus corpos já não habitam mais esse plano,

Sua simples carcaça se separa
E cria uma ligação direta com o infinito.
Seus crânios se partem,
Deixando Buddha exalar mais uma vez a esmo,

Pois são os loucos,
Capazes de ver e ouvir,
Capazes de viver na realidade
esquizofrênica do ser.


Serão a única salvação divina,
A última escapatória do universo
De tentar consertar o inquebrável
E sorrir, mais uma vez,
Para as paredes escuras do coração

Eles estão gritando:
“Alegria,
Inveja,
Saudação!”

Não fujas da irônica verdade,
Não corras para em meio a plantação
E não escancare a grande máquina!

Pois ela tudo vigia e apita,
Assopra e aperta,
Morde e danifica.

Mas o louco,
O louco que agora lê e escreve,
Que diz entender.

Os loucos serão
Aqueles capazes de infligir
Uma dor tremenda nesse grande maquinário
E de abrir a ferida que nos levará para as estrelas.


Palavra da Salvação:
Pasmem.
A vida é a última verdade dita nessa prosa.




06/08/21