Aquele que controla você
É aquele que aparece na TV.
17/05/19
Dançando,
Dançando entre meias-noites.
Divagando no meio de apostadores e prostitutas.
Necessidade de salvação.
Eu não posso mais esperar.
Poema Original:
Dancing,
Dancing through midnights.
Rambling with gamblers and whores.
Need for salvation.
I can’t wait anymore.
03/08/19
Eu queria que você fizesse um exercício muito simples. Tudo que precisa fazer, se estiver confortável com isso, é ficar diante de um espelho. Tente se despir - se possível - e olhe fixamente para a imagem refletida na sua frente. É um exercício de autocrítica ou autoaceitação, não sei ao certo. Mas a ideia é ficar se encarando sem pensar em nada. Você apenas se olha e encara a imagem à sua frente sem pensar em nada, sem ter opinião do que você está vendo. Somente observe-se; Se veja; Atente-se em como o olho se mexe pra lá e pra cá, ouça sua respiração, observe os músculos se contraindo para buscar o ar e expulsá-lo. Atente-se em cada movimento, cada formato, cada cor que a luz também reflete, cada textura, sombreado, tudo. A imagem como um todo, como ela realmente é. Se você quiser, também pode se encostar, se sentir com esse toque. Entender essas formas e ângulos.
A partir de então, quando você começa aceitar o que está vendo, quando assume: “Tá, isso aqui é real!” Comece a usar palavras para verbalizar tudo isso. Pode usar palavras feias e pejorativas, ou podem ser palavras neutras, palavras qualitativas ou positivas, mas apenas palavras. E tente descrever o que você vê. Descreva toda essa composição usando os adjetivos que citei - formatos, ângulos, etc. -, toda essa coloração que surge na sua frente.
Olhe o quão pálida é a dourada manhã
Não consigo nem imaginar.
Eu me reinvento toda vez que acordo!
É a hora do meu nascimento.
Poema Original:
See how pale and golden are the morning
That i can’t even concept.
I reinvent myself every time I wake up!
It’s the time of my birth.
07/08/19
O que entendemos da realidade?
Tentamos alcançar
um espaço em branco nas nossas mentes.
Poema original:
What do we understand about reality?
We’re trying to reach
A blank space in our minds
16/12/19
Já que nada me preenche
Quem sabe a poesia
Que habita em minha mente
Ilumine a minha vida
15/03/21
Amar os pobres E zoar com os caretas,
Sentir o vento bater em minhas costas
E sentir que tudo está à deriva.
Assim mesmo como antes havia sido dito.
O mundo está mais pálido
E cada vez mais parece que irá rachar.
As pupilas se dilatam diante do terror.
Então venho lhe pedir uma súplica,
Uma boa inspiração,
Pois nada mais importa.
E somente esses, os loucos,
São agora capazes de ver
E ouvir a verdade que transcende no universo.
Shangri Las,
Abortando linhas e mais linhas
De esperanças inenarráveis
que raptam qualquer sentido vago
dessa velha e nova história.
Cantam seus mantras,
Como jingles que passam na TV,
Mas ninguém mais é capaz de ver
Ou sentir.
Como um pedido de socorro em meio ao vácuo,
Gélido e, de novo, pálido,
Seus corpos já não habitam mais esse plano,
Sua simples carcaça se separa
E cria uma ligação direta com o infinito.
Seus crânios se partem,
Deixando Buddha exalar mais uma vez a esmo,
Pois são os loucos,
Capazes de ver e ouvir,
Capazes de viver na realidade
esquizofrênica do ser.
Serão a única salvação divina,
A última escapatória do universo
De tentar consertar o inquebrável
E sorrir, mais uma vez,
Para as paredes escuras do coração
Eles estão gritando:
“Alegria,
Inveja,
Saudação!”
Não fujas da irônica verdade,
Não corras para em meio a plantação
E não escancare a grande máquina!
Pois ela tudo vigia e apita,
Assopra e aperta,
Morde e danifica.
Mas o louco,
O louco que agora lê e escreve,
Que diz entender.
Os loucos serão
Aqueles capazes de infligir
Uma dor tremenda nesse grande maquinário
E de abrir a ferida que nos levará para as estrelas.