quarta-feira, 22 de fevereiro de 2023
Poema para Luísa a.k.a. Meu Grande Amor
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2023
Pensamentos Livres #02
Dizer adeus:
A pior mentira que se pode ouvir,
A maior verdade que se pode fazer.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2023
Pensamentos Livres #01
Ontem eu sonhei com a minha morte.
Foi assombrosamente pavoroso.
Porém, vívido como um gozo.
E Ima-cu-la-do.
segunda-feira, 14 de novembro de 2022
O que ainda resta de bom neste planeta
O que ainda resta de bom neste planeta.
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022
O Homem Anjo
O homem anjo veio
Para trazer a paz na Terra
Ele está assustado,
Mas ainda assim luta
Pra deixar tudo fresco e imaculado.
“Saia da pálida luz azul
Antes que você se machuque.
Faça a si mesmo confortável,
Pois a viagem apenas começou.”
Ele está vindo direto do Sol
E veste um belo par de asas douradas
Me diz para espalhar
Uma nova espécie de alegria.
Comece fazendo as pazes com seus demônios,
Dance com eles.
Continue a clamar e a cantar
Dance até o anoitecer.
Ninguém daqui sairá vivo.
Vamos amor,
Fazer uma viagem para o outro lado
Só precisamos de um carro,
Um trem,
Ou uma estrada para voar.
Como alguém antes disse:
“Vamos se mandar daqui,
Antes que tudo se consuma em chamas.”
Vamos fazer um segredo para os antigos.
Vamos viver pela esperança do amanhã.
Nós vamos ter muita diversão hoje à noite.
Vamos logo se ressoar pela estrada.
Eu prometo que você irá gostar
Nós vamos continuar
A sermos livres e selvagens
E então vou te mostrar
Outro dia mais claro
Você verá,
Eu prometo.
01/02/2022
terça-feira, 18 de maio de 2021
Poeta da Guerrilha
A maioria das pessoas quando veem um poeta pensam logo em um ser amoroso, lúdico, que vive com a cabeça entre as nuvens. E de fato estamos. Mas há também de lembrar dos outros poetas. Aqueles que enxergam além da verdade. A poesia de guerrilha. Que apontam o dedo na cara e ainda discute. Aqueles que olham pra vida e ainda mais. Muito mais. Que enxergam a beleza na própria melancolia e tornam o caos do mundo mais belo. Devem lembrar que existe, não o poeta, mas a própria poesia. Que habita nele e em nós. Que habita em qualquer lugar. E o papel dele é informar, informar que existe essa beleza na vida. Informar que não só o amor rima com dor, mas quiçá o pavor. O pavor de viver, de se arrastar a cada dia que passa. Levantar-se e correr pra mais uma rotina de labuta. Esse poeta não descansa, pois ele respira e destila palavras. Tenta capturá-las como uma criança que tenta estourar bolhas de sabão. Esse tipo de poeta guerreia consigo mesmo. “Senta-te, velho sarnento! E vá escrever.” É isso que querem faça. Mas a arte vem de forma espontânea e se ele não se alimentar não poderá criá-la. Seja de pão ou seja de álcool, o poeta arranja uma forma de sobreviver. Como Rimbaud saindo do próprio inferno. Sua luta diária não se limita ao horizonte. Vai para todos nós. Que possamos enxergar a vida de forma mais leve e bela. E quem sabe pegar emprestado os teus olhos e ver, nem que seja por um curto período de tempo, o mundo com uma perspectiva completamente diferente.